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2º Concurso de Violão da Faculdade Cantareira - 2007
May 29

Postado em Concursos por Bruno Madeira
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2º CONCURSO DE VIOLÃO
DA FACULDADE CANTAREIRA - 2007

REGULAMENTO
Coordenação Artística: Professor Henrique Pinto

CAPITULO I – DA INSCRIÇÃO

Art. 1 - O concurso de violão da Faculdade Cantareira é de âmbito nacional.
Art. 2 - Não há limite de idade e poderão inscrever-se candidatos brasileiros de qualquer estado da Federação e estrangeiros radicados no Brasil.
Art. 3 - As inscrições poderão ser efetuadas no campus Belém, Rua Marcos Arruda, 729 – bairro Belém,São Paulo, SP, CEP 03020-000, de segundas a sextas-feiras, das 8 às 20 horas e aos sábados das 8 às 12 horas, ou pela internet, site: www.cantareira.br
Art. 4 - Para efetuar a inscrição, o interessado deverá:
a) Preencher a Ficha de Inscrição;
b) Recolher a taxa de inscrição no valor de R$ 50,00 (cinqüenta reais).
Art. 5 - As inscrições deverão ser feitas até o dia 11 de agosto de 2007 (sábado), impreterivelmente.
Art. 6 - A inscrição implicará na aceitação de todas as condições estipuladas no presente regulamento.
Art. 7 - Não haverá devolução da taxa de inscrição.

CAPÍTULO II – DAS PROVAS

Art. 8 - O presente concurso está dividido em duas fases:
Fase Eliminatória: dia 18 de agosto de 2007 (sábado), a partir das 9 horas;
Fase Final: dia 19 de agosto de 2007 (domingo), a partir das 10 horas.
Art. 9 - As provas eliminatórias e finais serão realizadas nas instalações da Faculdade Cantareira, campus Belém, e estarão franqueadas ao público.
Art. 10 - Em ambas as fases o concorrente poderá executar as peças na ordem de sua preferência, mas deverá anunciar à banca julgadora e ao público presente.
Art. 11 - Uma hora antes do início da prova, o concorrente entregará a um membro da Comissão Organizadora, cinco cópias das peças de livre escolha.
Art. 12 - A ordem de apresentação dos concorrentes obedecerá à seqüência alfabética dos seus primeiros nomes.
Art. 13 - Os concorrentes deverão estar presentes no local da prova, pelo menos, uma hora antes de seu início.

CAPÍTULO III – DO JULGAMENTO

Art. 14 - A banca julgadora será constituída por profissionais de reconhecida idoneidade e competência, escolhidos pela comissão organizadora.
Art. 15 - A banca julgadora será assessorada por um presidente, que não terá direito a voto.
Art. 16 - A banca julgadora dará nota de 5 a 10 e a classificação dos primeiros colocados será em ordem decrescente, considerando-se o total de pontos obtidos pela soma dos pontos da banca julgadora, por fase.
Art. 17 - A banca julgadora, para efeito de premiação, levará em conta a prova eliminatória e final.
Art. 18 - O resultado do concurso será público logo após o encerramento de cada fase.
Art. 19 - As decisões da banca julgadora serão definitivas e irrecorríveis.

CAPÍTULO IV- DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 20 - A minutagem da apresentação de cada candidato será até 12 minutos na eliminatória e até 15 minutos na final.
Art. 21 - Obras próprias somente serão executadas se acompanhadas de partituras.
Art. 22 - Todas as despesas de transporte, hospedagem e alimentação, correrão por conta do concorrente.
Art. 23 - O concorrente poderá ensaiar no local da prova na véspera ou no próprio dia da mesma, o que dependerá de combinar com a direção do concurso.
Art. 24 – O concorrente autoriza a utilização da imagem e do áudio registrados neste 2º Concurso de Violão da Faculdade Cantareira.
Art. 25 - Os casos não previstos neste regulamento serão resolvidos pela comissão julgadora.

CAPÍTULO V – DOS PRÊMIOS

AO PRIMEIRO COLOCADO:
R$ 3.000,00 (três mil reais);
1 violão do luthier Samuel Carvalho no valor de R$ 3.500,00;
Recital no “Projeto – Violão no MASP” em 2008;
10 horas de gravação no estúdio ARTE & SOM da Faculdade Cantareira.

AO SEGUNDO COLOCADO:
1 violão do luthier Rogério dos Santos no valor de R$ 3.000,00;
10 horas de gravação no estúdio ARTE & SOM da Faculdade Cantareira.

AO TERCEIRO COLOCADO:
1 violão Giannini;
10 horas de gravação no estúdio ARTE & SOM da Faculdade Cantareira.

PRÊMIO ESPECIAL:
2 violões Rozini
A TODOS CONCORRENTES:
Certificado de participação.

CAPÍTULO VI – DO PROGRAMA

ELIMINATÓRIA:
1. H.Villa-Lobos - Estudo nº 5;
2. Uma peça do período barroco original ou transcrita para violão.
Tempo total, até 12 minutos.

FINAL:
1. Um movimento de sonata a escolher entre os compositores Manuel Ponce,
F.M.Torroba, Joaquim Turina, M.Castelnuovo-tedesco, Almeida Prado, Sergio Vasconcellos Correia, Guerra Peixe, Antonio José, Guido Santórsola e Joaquin Rodrigo;
2. Uma peça de livre escolha.
Tempo total, até 15 minutos

Estudo, 26 e 27/05
May 27

Postado em Estudo por Bruno Madeira
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26/05. Estou estudando a Sonatina Meridional do Ponce. Primeiro movimento ainda, o Campo. Está todo lido, mas nem devagar saem todas as passagens. Estou com vários problemas de digitação, coisas meio sem solução em vários compassos. E não estou confiando nos ligados da partitura, já que vários ligados foram rabiscados em cima do original. Vou aproveitar minha aula de terça-feira para tentar ver com o Fábio o que dá pra tirar e o que não dá. Especiais dificuldades no tema que vem depois do segundo pizzicato, tema que Segóvia mostrou a Ponce e encomendou uma peça que veio a se tornar a Sonatina, para os baixos saírem na duração que está escrita e a presença ou ausência de ligados; precisão nas semicolcheias sucessivas que vêm depois da repetição da exposição.

27/05. Estabeleci uma nova digitação para o arpejo em mi menor do Estudo no. 1 do Villa, aquela parte que destoa do contexto do estudo. Estava fazendo o arpejo baseado no modelo do mi menor da casa 12, agora estou usando o mi menor da casa 7 e está saindo bem mais limpo. Falta apenas desenvolver o reflexo, que já estava condicionado faz um ano a fazer um movimento e agora terá que fazer outro.

Tema para Iniciação Científica
May 19

Postado em Textos por Bruno Madeira
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Há um tempo atrás pensei em fazer iniciação científica, tendo como tema a Suíte no. 2 para Alaúde, de Johann Sebastian Bach. Mas desisti desse tema, pela quantidade numerosa de trabalhos desse gênero. O mundo todo estuda Bach, e não seria novidade nenhuma eu apresentar um trabalho já feito por doutores em Música.

Então resolvi mudar o tema, mas ainda não sei pra onde. Estou atrás de obras para violão erudito de compositores brasileiros, vasculhando em livros, na internet, conversando com pessoas. O meu objetivo é resgatar essas partituras; analisar harmonia, dificuldade técnica, influências do compositor, uso (ou não uso) de rescursos violonísticos por um compositor não violonista, padrões rítmicos ou melódicos; estabelecer motivos pelos quais as obras não são tocadas; e poder fazer a estréia das obras ou a divulgação das mesmas. Esses objetivos são gerais, mas acredito que quando eu encontrar a obra, aparecerão mais questões relevantes.

O que está faltando é o compositor. Estou aberto à sugestões, se alguém conhecer a obra de um brasileiro que não é muito visitado, não hesite em deixar nos comentários desse post, ou contactar-me de alguma forma.

Quarteto Maogani em Campinas
May 16

Postado em Apresentações por Bruno Madeira
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Ontem fui na apresentação do Quarteto Maogani, no Centro de Convivência de Campinas. Tenho um CD do quarteto que é demais, tanto que em um post antigo, 10 Grandes Álbuns, ele está incluído.

Não digo que não valeu a pena, mas não foi o que eu esperava. O CD tem um grau de equilíbrio imenso, a impressão que temos é de um grupo que já nasceu tocando junto. Os arranjos são ótimos, acho que o quarteto tem um estilo bastante peculiar, cheio das frases secundárias subindo e descendo em paralelo e com agudos bem definidos pelo violão requinto.

Ao meu ver, pode ser que sejam ótimos violonistas solo, mas como um quarteto eles pecam em vários aspectos. Pra começar, a postura. Um conjunto musical, independente de qual for o estilo, é uma coisa bonita de se ver. Um olha pro outro sugerindo um fraseado, há uma interação. Faltou entrosamento no Maogani, pareceu um tanto mecânica a interpretação. Mecânica como se tocassem as músicas faz muito tempo e não há um trabalho de ensaio pra tentar tirar alguma coisa a mais de cada peça. E mecânica também no que diz respeito ao entendimento da música como uma obra de arte, articulando diferente algumas frases, variando em timbre, intensidade. Também não achei que eles estavam tão sincronizados quanto no CD. O violão de 8 cordas, que marca os baixos, quase não apareceu.

O convidado especial Marcos Suzano marcou presença com uma percussão leve e sem cobrir o quarteto. Nunca tinha visto um show com percussão eletrônica, podendo apenas bater em um pad para sair sons percussivos variados. Em grande parte da sua participação achei que ele utilizou bem os recursos, mas em uma peça em específico pareceu que ele estava testando cada “instrumento” sem saber o que usar, alterando a condução rítmica entre vários instrumentos de percussão a cada frase, ou mesmo no meio da frase.

Enfim, foi um grande espetáculo, mas ainda fico com meu CD.

Destaques:

  • Frevo de Orfeu, pela precisão rítmica e movimento da obra.
  • Imagina e Lamento no Morro, pelos belíssimos arranjos, com um contraponto fascinante.
  • Tira Poeira, que abriu o espetáculo, pelo arranjo e por ser talvez a única música que eles utilizaram mais alguns recursos violonísticos.

Mesa Redonda do Seminário Vital Medeiros
May 12

Postado em Discussões, Eventos por Bruno Madeira
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O último post sobre o Seminário Vital Medeiros não poderia existir se não falasse sobre essa manhã que tivemos a mesa redonda.

Pra mim, a mesa redonda realizada na terça-feira foi uma das melhores atividades que o seminário ofereceu. Pudemos conhecer as opiniões de alguns dos grandes violonistas da América do Sul (Gilson Antunes, José Antonio Escobar, Daniel Morgade, Marcos Puña e Pablo Marfil) sobre vários temas. Cada um fez uma breve explicação de como é a situação do violão erudito em seu país, citando universidades, conservatórios e compositores. Logo após a sessão foi aberta para perguntas do público.

Um dos temas que mais me chamou a atenção foi a presença do violão erudito no mundo da música em geral. O violão não é um instrumento historicamente ligado à música erudita, situação que foi bastante modificada no século XX com a presença e clareza de objetivos de Andres Segóvia. O instrumento não faz parte de um naipe orquestral, e na maioria das vezes o trabalho de música de câmara envolvendo violões só é feito com duo de violões, trio de violões, e assim por diante. Mas é um instrumento capaz de participar bem de conjuntos de música de câmara, e pode executar transcrições de peças para outros instrumentos de uma forma bastante coerente e válida. O que acontece é que grandes compositores como Mozart e Beethoven, entre tantos outros, não compuseram para violão. Da mesa redonda, os alunos puderam ter uma visão interessante com o depoimento de Daniel Morgade, que incentivou a participação do violão na música de câmara, acompanhando o canto, flauta, violino, entre outros. A partir disso, os músicos e organizadores de eventos vão perceber a importância do instrumento, fazendo com que os seminários e festivais de música tenham aulas e masterclasses de violão. E a situação se tornaria uma bola de neve, puxando músicos a comporem para o instrumento e aumentando o status e a importância do nosso instrumento cada vez mais.

A difusão do violão nos meios de comunicação também foi um tema interessante debatido. Cada violonista comentou dos programas de televisão e rádio que visam especialmente o violão em seu país. É por aí que todos os violonsitas devem seguir o caminho, divulgando o violão em todos os lugares e independente do meio pelo qual essa difusão é feita. Seja por rádio ou TV, fóruns, blogs e mesmo boca-a-boca, é uma tarefa que todo músico que preze o instrumento deve possuir.

Aulas do Seminário Vital Medeiros
May 6

Postado em Aulas e Masterclasses, Eventos por Bruno Madeira
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Falei sobre os Concertos do Seminário Vital Medeiros, neste post comentarei sobre as masterclasses, palestras e workshops. As Aulas do Seminário.

Todas as masterclasses foram ótimas. E o tempo foi curto pra todas elas. O Gilson Antunes, organizador do evento, tinha que ir lá falar com o palestrante sempre pra falar que o tempo estava acabando, se não o papo ia longe. Eu tive a sorte e o prazer de poder tocar na masterclass do Pablo Marfil, argentino. Foi muito interessante, obter visões diferentes sobre uma peça faz com que a interpretação própria seja mais convincente, com elementos daqui e de lá. Todos os professores foram muito simpáticos, apesar das grandes adversidades que alguns tiveram nos aeroportos, ficando um grande tempo sem dormir e ainda no pique para dar aulas com bom humor.

As oficinas não foram pra menos. Selma Antunes na oficina de yoga deu enormes dicas para uma consciência da respiração e do próprio corpo, e exercícios para relaxamento entre estudos e antes de subir ao palco. Foi muito interessante essa parte, pois desvinculou um pouco do violão em si, mas sendo um tema atrante para todos.

Emanuel Carvalho falou um pouco sobre os violões dele e de seu irmão, Samuel Carvalho. Os dois primeiros prêmios do Concurso foram violões deles, e em sua palestra Emanuel pode mostar as minúcias do seu trabalho. Levou amostras de madeiras para a construção de violões, e mostrou como se identifica uma boa madeira. Foi uma pena o tempo ser curto, pois a lutheria é um tema do qual todo mundo gosta de tirar dúvidas e trocar idéias com um profissional.

Concertos do Seminário Vital Medeiros
May 2

Postado em Apresentações, Eventos por Bruno Madeira
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Vou postar pouco a pouco sobre os 4 dias do Seminário Internacional de Violão Vital Medeiros, ocorrido em Mogi das Cruzes no último final de semana. Nesse post, minha visão sobre os concertos.

Os quatro violonistas solo que se apresentaram (todos membros da banca examinadora do Concurso Vital Medeiros) esbanjaram musicalidade, bom gosto e técnica. Marcos Puña executou músicas regionais da Bolívia com seu violão de 10 cordas, passando uma imagem forte do que é a música de seu país; Pablo Marfil representou o violão da Argentina num recital sem erros. José Antonio Escobar tocando os 5 Prelúdios e os 12 Estudos do Villa-Lobos foi um momento único, sui-generis. E Daniel Morgade, com um carisma muito contagiante deu aulas de violão contemporâneo em belas interpretações de compositores ainda vivos.

Mas o melhor ainda estava por vir. Na noite de segunda-feira se apresentou a violonista Ledice de Felice, num espetáculo cênico-musical. Nunca tinha visto nada parecido, mas não gostei tanto, embora não desmereça o trabalho hercúleo de tocar violão, cantar, atuar e fazer percussão ao mesmo tempo. Depois dela quem tocou foi o duo Siqueira-Lima. Sem palavras pra esse duo. Um repertório ótimo, variado, e um exemplo de virtuosismo tanto técnico quanto musical, em respeito a fluência das dinâmicas e fraseado. Esse concerto foi um dos melhores que já vi na minha vida, foi inesquecível mesmo.

Para finalizar, o Brazil Guitar Duo se apresentou. O trabalho deles é de cair o queixo, ótimos arranjos escritos pelo João Luiz. Arranjos incomparáveis, idéias musicais compartilhadas telepaticamente e uma excelente técnica encerraram os dias do Seminário, reafirmando o Brasil como um país onde se transborda música para violão.

Vencedores do Concurso Vital Medeiros
May 2

Postado em Concursos por Bruno Madeira
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Eis os vencedores do I Concurso Internacional de Violão Vital Medeiros, realizado do dia 28 de abril a 1º de maio. Em breve colocarei um resumo do Seminário Vital Medeiros, evento que ocorreu paralelamente ao concurso.

1º lugar: João Carlos Victor
2º lugar: André Simão
3º lugar: Marcos Flavio

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